Blog da Tron

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Um canal de informações produzidas por líderes, colaboradores, amigos e parceiros do Grupo Tron.

18/01/2011 1 comentário

E pra você, o que significa inovar?

Por Robert Alencar *

Vivemos um momento de diversidade, em que existe fácil acesso a pesquisa e informação. É muito fácil obter respostas para os mais diversos questionamentos. E para tirar-lhe da zona de conforto, e levá-lo a refletir sobre o conceito de Inovação, faço uma pergunta: “e pra você, o que significa inovar?”

Francamente, meu propósito não é obter respostas lógicas, certas ou erradas. Apenas quero provocar o assunto para observar a riqueza de conteúdo que as respostas certamente demonstrarão. E já que faço isso, começo falando sobre leituras relacionadas ao tema inovação.

Recentemente, li um artigo de Mário Ripper, publicado na Revista Inovação em Pauta (FINEP). Ripper fala de sua visão sobre a emergente necessidade brasileira de prover maior valor em todos os ramos de atividade, como forma de gerar mais e melhores empregos e tornar o país mais rico.

O texto me leva a pensar que gerar maior nível de especialização implica em capacitar e desenvolver a criatividade individual dentro das organizações. As empresas que se veem como ‘inovadoras’ devem, antes de tudo, internalizar a cultura da inovação. Para isso, deve adotar práticas que estimulem a criação, desenvolvimento e participação de seus colaboradores em atividades que agreguem valor ao seu produto, bens ou serviços.

W. Chan Kim e Renée Mauborgne, especialistas do Insead de Fontainebleau, fazem uma análise interessante no livro ‘A estratégia do oceano azul’ (Ed. Campos, 2005). Para os autores, um mercado pode ser formado por dois tipos de oceano: um azul e outro vermelho.

O oceano vermelho oferece uma competição tão acirrada que as águas tornam-se sangrentas, reduzindo-se (consequentemente) às expectativas de melhores resultados às empresas que nele navegam. A principal referência é o próprio concorrente.

Em contrapartida, o oceano azul é constituído por mercados intocados e por oportunidades altamente rentáveis de crescimento. As águas são amplas, profundas e inexploradas. Neste caso, é preciso criar demanda, em vez de disputá-la com a concorrência.

Quando uma empresa inova, oferecendo novas soluções aos clientes, ela muda completamente a dinâmica das relações de expectativa e satisfação. A organização ingressa definitivamente em um oceano azul. Se souber trabalhar adequadamente dentro desse conceito, colherá muitos benefícios.

Explosão da Inovação

Márcio Abraham e Ricardo Boacorci, em sua obra ‘Explosão da Inovação’ (Ed. EPSE, São Paulo – 2010), estabelecem uma analogia ao princípio da propagação das chamas, para definir inovação. A simplicidade do conceito me encantou. Para eles, a combustão – reação química exotérmica (que libera calor) – é a geradora da explosão. Essa reação ocorre pela combinação de três componentes que agem de forma complementar: comburente, combustível e calor. Na ausência de um destes componentes não há explosão.

O combustível é quem fornece a energia para a queima (gasolina, madeira, papel, pano, etc). O comburente é todo elemento que, associado quimicamente ao combustível, é capaz de fazê-lo entrar em combustão (oxigênio, cloro, bromo, enxofre). Por fim, o calor é o elemento necessário para iniciar a reação entre combustível e comburente. Pode ser uma faísca ou uma chama, sempre associados à temperatura de ignição, temperatura acima do qual um combustível pode queimar.

E o que a inovação tem a ver com isso? Para acontecer um processo inovador, também são necessários três elementos: ambiente inovador, que age como comburente, alimentando e permitindo que a inovação ocorra; a capacidade interna da empresa, que age como o combustível, propagando a reação; e a ideia inovadora, que age como a faísca, dando início ao processo. Assim como na combustão, o processo não se inicia ou é encerrado no momento em que algum elemento fica ausente.

Inventar ou inovar?

Imagine como seria viver sem televisão. Há 80 anos ela não existia. Então, inventaram a televisão, conceberam o aparelho e a tecnologia de transmissão de imagem e áudio simultâneos.

Hoje, você consegue imaginar um aparelho de TV apenas para assistir conteúdo televisivo? Provavelmente não. Veja: Você pode ser acordado por uma função despertador da TV. Depois pode tomar o café da manhã assistindo o seu telejornal. Ao chegar no escritório, pode desempenhar suas atividades no PC ou notebook ligado ao monitor/TV e ainda observar através do seu sistema de segurança interno quem está entrando no prédio. Ao almoçar no shopping, escolhe através de um cardápio eletrônico e senta-se à mesa observando highlights das notícias da manhã e a previsão do tempo – numa TV. E a lista não termina…

Invenção e inovação tem diferença na concepção. Um produto novo não é, necessariamente, inovador. Inovação não exige invenção de um novo produto. Sugerir melhorias nos processos, descobrir novas alternativas, fazer melhor, mais rápido, de forma mais produtiva, é um bom começo para quem deseja inovar. Liberte-se de conceitos e preconceitos. Quebre paradigmas e desafie sua capacidade de criar!

Comece agora! Faça algo diferente e produza resultados perceptíveis! Isso é inovar.

* Robert Alencar é especialista em Gestão Empresarial com mais de 15 anos de experiência. Graduado em Arquitetura e Urbanismo, com MBA em Gestão Empresarial pela Unversidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS. Apaixonado por tecnologia e produtos de última geração, é gerente executivo na Tron Campo Grande (MS) e autor do blog Papo High Tech (http://papotel.blogspot.com)

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08/11/2010 3 comentários

Um dia de agilidade

Por Marsal Melo e Rander Castro*

Pesquisas demonstram que algo está errado com o modo de desenvolver software. Os métodos tradicionais não aderem completamente ao desenvolvimento de software. Os estudos já realizados e toda a literatura para a “Engenharia de Software” não se adaptam completamente a um ambiente tão dinâmico e emergente como é o desenvolvimento de software.

É comum o surgimento de projetos complexos que mudam constantemente seus requisitos. Baseado nisso, temos motivos de sobra para quebrar os atuais paradigmas e experimentar os chamados “métodos ágeis de gerenciamento e desenvolvimento de projetos”.

Motivados por esses acontecimentos e com o objetivo de trazer a onda “Ágile”, a qual percorre o mundo, a equipe de TI (Tecnologia da Informação) e alguns líderes do Grupo Tron estiveram reunidos no dia 23/10/10. O objetivo foi aprender conceitos e práticas de SCRUM. Foi um dia de muito aprendizado sobre valores que devem ser absorvidos quando se fala em agilidade no desenvolvimento de software.

Para que os participantes se sentissem como membros de times de SCRUM, todo o curso foi intercalado entre teoria e prática, por meio de dinâmicas e jogos que exercitassem cada um dos conceitos. Entre as principais dinâmicas, destaco: A “brincadeira” dos Escravos de Jó, 99 test balloons e o “jogo do planejamento”.

Mudança de atitude

Para que o SCRUM aconteça, é preciso uma mudança de comportamento na equipe, sendo fundamental que o time seja totalmente comprometido com suas metas, sejam auto-organizáveis e auto-gerenciais. Experimentamos isso de maneira bem clara nas diversas dinâmicas realizadas nesse evento.

O SCRUM apresenta-se como um conjunto de processos e boas práticas, com papeis bem definidos: o Scrum Master, Product Owner e os membros do Time.

Acredito que nossa imersão possibilitou a quebra de paradigmas das metodologias tradicionais. Foi consenso no grupo os grandes benefícios experimentados pelos Métodos Ágeis e em especial a Framework SCRUM.

Dinâmica Escravos de Jó

 

Dinâmica 99 test ballons

Rander Rastro** e eu ficamos satisfeitos com a disseminação do conhecimento, de poder mostrar um ângulo alternativo para a Gerência de Projetos e o Desenvolvimento de Software.

Entusiasta dos Métodos Ágeis, espero ter colocado na “veia” dos nossos amigos a forma ágil de gerir e desenvolver projetos!

* Marsal Melo é gerente de projetos e coordenador de desenvolvimento na Tron. Adepto de novas tecnologias e metodologias ágeis de gerenciamento de projetos. É instrutor de cursos de SCRUM e gerenciamento de projetos, assunto que estuda atualmente num MBA da FGV. É também autor do blog Marsal Melo (http://www.marsalmelo.com.br)

** Rander Castro é instrutor, projetista e analista de sistemas na Tron. Entusiasta de metodologias ágeis é também autor do blog Rander Castro (http://randercastro.blogspot.com).

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27/10/2010 3 comentários

Scrum traz liberdade e responsabilidade para as boas equipes

Por Alceu Fiuza*

Atualmente, com o crescimento de cursos de formação e capacitação, o mercado absorve cada vez mais a coletividade. Em termos práticos, isso é trabalho em equipe.

Neste cenário, existem vários métodos e estudos voltados para a organização de trabalho. É o caso do Scrum, um processo de desenvolvimento interativo para gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil de software, que permite manter o foco na entrega do maior valor de negócio, com menor tempo possível.

Recentemente, alguns colaboradores do Grupo Tron participaram de um curso de Scrum. Além dos conceitos técnicos envolvidos, todos puderam absorver outros conceitos implícitos, tais como: fraqueza, responsabilidade, liberdade.

Quando se fala em fraqueza para uma equipe, logo vem à mente: “aquele que é o mais fraco”, “o que não contribui com o sucesso”, etc. Mas a lógica é que, em uma equipe, todos devem contribuir com suas experiências e conhecimentos. Logo, se um integrante está “fraco”, é preciso saber o motivo de tal fraqueza e ajudá-lo. O ritmo da equipe deve ser baseado nesse integrante. Quem disse que o sucesso de uma equipe contempla apenas “quem tem” o talento de Albert Einstein, César Cielo e tantos outros?!

O sucesso pode sim estar naquela pessoa tímida que, mesmo em sua fraqueza, contribui com algo inesperado pelos demais.

 

Liberdade com responsabilidade

Para equipes que trabalham sob a metodologia Scrum, o conceito de responsabilidade está intimamente ligado à liberdade, pois, todos têm em comum os objetivos desejados para a equipe.

No dicionário, liberdade “é a ausência de submissão, de servidão… isto é, ela qualifica a independência do ser humano”. Responsabilidade, por sua vez, “é a obrigação de responder pelas próprias ações, e pressupõe que as mesmas sejam apoiadas por razões ou motivos óbvios”. Em outras palavras, trabalho em equipe é trabalho coletivo. Cada colaborador deve ter a liberdade na execução de suas atividades e a responsabilidade na entrega dos resultados.

Por fim, não devemos esquecer que o sucesso de uma organização está nas pessoas, independente de crenças, sonhos, problemas. Somos todos uma grande equipe e agimos sob o lema: “Liberdade com responsabilidade” [1].

* Alceu Fiuza é analista de sistemas na Tron.

1 Slogan do Colégio Ávila (Goiânia – GO)

 

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04/10/2010 1 comentário

US$ 10 milhões para mudar o mundo

Por Marcos Borges *

Recentemente, eu falei sobre o Projeto 10^100 (10 elevado a 100), do Google, que convocou usuários do mundo todo a criarem soluções para os desafios globais. No dia 26 de setembro, foram anunciadas as cinco ideias vencedoras do projeto – que vão compartilhar a expressiva quantia de US$ 10 milhões para colocar em prática o que idealizaram.

Segundo o Google, milhares de pessoas de mais de 170 países enviaram mais de 150 mil ideias. Desse grupo, 16 ideias foram selecionadas para o público votar.

Veja o vídeo:

Na página dedicada ao projeto, estão disponíveis as ideias vencedoras e um vídeo resumindo o propósito de cada uma delas:

Ideia: disponibilizar materiais educativos gratuitamente na internet.

Projeto financiado: a Khan Academy é uma organização educacional sem fins lucrativos que oferece educação gratuita e de alta qualidade para todos, em qualquer lugar, por meio de uma biblioteca online com mais de 1.600 vídeos educativos. Para a Khan Academy, US$ 2 milhões para apoiar a criação de mais cursos e possibilitar que a Khan Academy traduza sua biblioteca principal para os idiomas mais falados do mundo.

Ideia: desenvolver o ensino de ciências e engenharia.

Projeto financiado: a FIRST é uma organização sem fins lucrativos que promove a educação em ciências e matemática pelo mundo todo por meio de competições de equipes. Sua missão é incentivar jovens a serem líderes nas áreas de ciência e tecnologia oferecendo a eles a experiência real de trabalharem com engenheiros e cientistas profissionais. Para a FIRST, US$ 3 milhões para desenvolver novos programas de arrecadação de fundos para equipes de estudantes de robótica e incentivar novos estudantes a participarem da FIRST.

Ideia: por um governo mais transparente.

Projeto financiado: a Public.Resource.Org é uma organização não governamental que visa disponibilizar o acesso online à documentos governamentais públicos nos Estados Unidos. US$ 2 milhões para a Public.Resource.Org para ajudar a disponibilizar materiais jurídicos dos Estados Unidos na internet e torná-los acessíveis a todos.

Ideia: promover a inovação no transporte público.

Projeto financiado: o Shweeb é um conceito de transporte pessoal urbano, para curta a média distância, utilizando veículos movidos pelo esforço humano em um monotrilho. Para o Shweeb, US$ 1 milhão para financiar a pesquisa e o desenvolvimento dos testes da tecnologia do Shweeb em um contexto urbano.

Ideia: oferecer um ensino de qualidade para os estudantes da África.

Projeto financiado: o African Institute for Mathematical Sciences (AIMS) é um centro de educação e pesquisa em matemática e ciências na Cidade do Cabo, África do Sul. O foco principal do AIMS é um programa preparatório de um ano para recém-graduados que ajuda a desenvolver habilidades e conhecimentos antes do Mestrado ou Doutorado. Para o AIMS, US$ 2 milhões para financiar a inauguração de novos centros da AIMS para promover o estudo de ciência e matemática de nível superior na África.

A Tron ainda não tem US$ 10 milhões para desafiar você. Mas o mesmo desafio de fazer a diferença no mundo está visível em seus projetos, ações, produtos e atitudes. O Grupo Tron, com suas unidades distribuídas pelo Brasil, também quer um mundo melhor. E não precisa muito, basta ter compromisso. Vamos juntos fazer a diferença!

“Temos de ser a mudança que queremos ver”.
(Mahatma Gandhi)

 

* Marcos Borges é publicitário, filmmaker, especialista em cultura web e novas mídias. Fundador do Coletivo DOC7 de criatividade e conteúdo digital, analista de mídias sociais na Tron e autor do blog Gente de Conteúdo (www.gentedeconteudo.com.br).

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04/08/2010 0 comentários

Nova tabela de salários de contribuição: O que muda com a Portaria MPS/MF nº333/2010

Por Luiz Carlos Vieira Martins *

Recentemente foi publicada no DOU de 30/06/2010 a Portaria Interministerial MPS/MF nº 333, de 29/06/2010, que estabelece a nova tabela de salários de contribuição dos Segurados-Empregado, Empregado Doméstico e Trabalhador Avulso, para pagamento de remuneração a partir de 1º de janeiro de 2010, em virtude da publicação da Lei nº 12.254, de 15/06/2010, a qual também estabelece o novo valor da cota do salário-família por filho.

Fazendo uma análise mais ampla para as empresas que estão em processo de folha de pagamento de competência junho/2010, a apuração das contribuições previdenciárias a serem descontadas dos segurados deve ser com base nos novos valores, uma vez que o dispositivo entrou em vigor no ato da sua publicação.

Teoricamente, até que sejam publicados os procedimentos pelo Ministério da Previdência Social, esta portaria gera também a necessidade de se recalcular as folhas de pagamento de janeiro a maio, apurando-se as diferenças para o devido recolhimento.

Consequentemente, os valores líquidos creditados aos empregados também serão afetados em decorrência da alteração dos descontos de INSS e imposto de renda.

Entretanto, a Portaria não dispõe sobre as pessoas já desligadas dentro do período de janeiro a junho. Quem arcará com a complementação (nas situações que estavam acima do teto anterior) e/ou restituição (nas situações que estavam abaixo do teto anterior, cujo faixa de contribuição foi alterada) da contribuição e a diferença do salário família?

O empregador que suportará o ônus da regularização?

Nesta mesma esteira podemos levantar a problemática da contribuição sobre os serviços tomados de terceiros, principalmente em relação aos trabalhadores autônomos, quem fará essa complementação?

A problemática se estende para as pessoas que mudaram sua faixa de recolhimento. Como exemplo citamos uma empresa em que o funcionário recolhia pela alíquota máxima de 11% e, diante das alterações sofridas, terá que recolher retroativamente pela alíquota de 9%. Como essa organização deverá agir em relação ao recolhimento?

E o cálculo do IR Fonte já descontado dos funcionários, e pago pelas empresas?

E o ônus e a complexidade da validação e envio das retificações das SEFIP’s (Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social) entregues neste período? Existe uma sugestão de criação de um código especifico de recolhimento somente para atender a essa necessidade porém nada ainda de concreto.

Ainda não temos respostas pra todas essas perguntas, porém recomendamos aguardar um posicionamento oficial por parte da Receita Federal, que informará como proceder nesta situação.

Fonte: http://www81.dataprev.gov.br/sislex/paginas/65/MF-MPS/2010/333.htm

 

* Luiz Carlos Vieira Martins é Coordenador de Manutenção da Tron.

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09/06/2010 4 comentários

Liderando em tempos difíceis

Por Paulo de Tarso*, via Boletim CRC-SP

“Quando o mar está calmo, qualquer barco navega bem”.
William Shakespeare

A história nos ensina que os grandes líderes são forjados nos momentos de crise, de extrema pressão, da busca incessante por resultados de curto prazo.

A maioria deles, embora tenham se colocado em posição de liderança, não eram líderes de direito antes de sentirem-se desafiados a assumir uma ou outra causa.

Às vezes, ao estudarmos sua importância frente a história, temos uma primeira impressão de que lutaram contra alguém, um poder, uma instituição. Mas isso é um engano, uma avaliação mais aprofundada da história nos mostrará que os grandes líderes não são aqueles que lutam contra algo ou alguém, eles lutam em favor de algo ou alguém, seja seus direitos, de sua equipe, de seu povo, de suas ideias ou ideais.

Mohandas Karamchand Gandhi liderou os indianos, não contra o domínio britânico, mas em favor da liberdade do seu povo. O foco era o bem estar e a liberdade do seu povo. Ir contra os interesses britânicos em manter o domínio sobre a Índia foi a consequência do seu objetivo principal.

O pastor americano Martin Luther King não estava contra os brancos de seu país, mas em favor da liberdade dos negros de serem tratados com igualdade, com respeito e dignidade. King era seguidor das ideias de desobediência civil não-violenta, preconizadas por Gandhi.

Madre Teresa de Calcutá não queria ser contrária as instituições que deveriam dar uma assistência digna aos pobres da Índia. Ela posicionou-se em favor dos menos favorecidos, dando-lhes o máximo de seu mínimo, fazendo o que estava a seu alcance, fazendo o seu melhor e com este árduo trabalho concretizou o projeto de apoiar os menos favorecidos da Índia.

Isso sem falar em Jesus Cristo, cujo contexto está acima de todos estes líderes “mortais” e que, em momento algum, foi contra alguém ou algo, porém esteve sempre em favor de todos, dando inclusive, uma ótima lição de liderança ao dizer que “o poder nos é dado para servir e não para ser servido”.

O verdadeiro líder deve servir.

A maioria de nós quer ser servida, em toda e qualquer situação, julgando ser este um direito inalienável que nos pertence.

Todos os exemplos citados são de líderes que se colocaram nesta posição em momentos de grande turbulência e, com a serenidade e firmeza necessária, mantiveram o curso da embarcação.

Um outro estágio, quase o único em que compreendemos existir posição de liderança, é o profissional. Liderar uma equipe, departamento ou organização, principalmente em um momento de crise, é um enorme desafio. Porém, maiores são as possibilidades de que os líderes aqui forjados tornem-se as pessoas que efetivamente fazem a diferença em suas organizações, em sua comunidade, em seu país.

Ser um líder que faz a diferença é, sobretudo, ter o controle da situação, ter um posicionamento claro que o permita estar no lugar certo na hora em que é preciso, e ter muito amor para vencer o ego, creditando o sucesso à equipe por ele liderada — sempre.

Por fim, não nos esqueçamos jamais que, tal líder possui inúmeros atributos que o caracterizam, sendo o principal deles o prazer em servir, em fazer parte da solução, em ser parte da equipe.

Este artigo foi publicado por Paulo de Tarso originalmente no Boletim CRC-SP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo) –- http://www.crcsp.org.br/portal_novo/publicacoes/boletim/boletins/boletim161.pdf, pág. 39.

* Paulo de Tarso estudou empreendedorismo na Florida Christian University e University Central of Florida (EUA), possui MBA em Marketing pela Faculdade Alfa e MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. Atualmente, é sócio-diretor da Ephiciência Consultoria e Treinamentos, instrutor de treinamentos e palestrante sobre vendas, negociação, oratória, trabalho em equipe, conflitos no ambiente de trabalho, atendimento a clientes e liderança de equipes. Coordenou, gerenciou e liderou equipes ao longo de sua carreira e é gerente de negócios na Tron.

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31/05/2010 1 comentário

Por dentro do SPED

Por Carlos Alberto Magalhães*, com informações do Ministério da Fazenda

O que é SPED?

O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), em desenvolvimento pela empresa pública chamada SERPRO – Serviço Federal de Processamento de Dados, visa a promover a atuação integrada dos fiscos nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal), uniformizar o processo de coleta de dados contábeis e fiscais, bem como tornar mais rápida a identificação de ilícitos tributários, ou seja, tornar o combate à sonegação mais eficiente.

Para que serve o SPED?

Dentre os benefícios vislumbrados para os contribuintes, com a implantação desse sistema, destaca-se a redução de custos, sobretudo em se tratando de papeis, encadernação de livros, confecção de blocos de notas fiscais, redução de erros de escrituração etc., além de simplificação e agilização dos processos que envolvem o cumprimento de obrigações acessórias.

O SPED é composto de três módulos:

Para emissão de NFe o contribuinte tem 3 opções:

1. construir um aplicativo próprio;
2. adquirir o aplicativo NFe Tron para emissão de Nota Fiscal Eletrônica (recomendado por ser o mais completo); ou
3. adotar o sistema emissor de NFe desenvolvido pela SEFAZ/SP, que servirá a todos os contribuintes do país gratuitamente (apesar de gratuito, o sistema é muito limitado)

O SPED é obrigatório?

A partir de janeiro de 2008, o SPED passou a ser obrigatório para algumas empresas e para vários segmentos de negócios. Gradativamente, a partir de janeiro de 2009, a Receita Federal, juntamente com as Receitas dos Estados e dos Municípios, passaram a exigir a escrituração digital para outras empresas e segmentos, até atingir a totalidade das empresas (que terão seus dados enviados digitalmente, sistematicamente analisados nas diversas informações fornecidas e, posteriormente, confrontados pelo Fisco através de malha fina).

Serão 3 leões fiscais, simultâneos e integrados.

Quem deve aderir ao SPED?

Todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no Lucro Real foram obrigadas a aderir ao Sped desde 1º de janeiro de 2009. A ECD (Escrituração Contábil Digital) deverá ser entregue no último dia útil do mês junho do ano seguinte ao ano-calendário. O mesmo acontece com as pessoas jurídicas sujeitas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado, nos termos da Portaria RFB nº 11.211, de 7 de novembro de 2007, também inscritas pelo Lucro Real, que tiveram que aderir ao Sped em janeiro de 2008 e entregarão a ECD até o último dia útil de junho de 2009.

Quais os segmentos que entraram no SPED?

Automóveis, autopeças, combustíveis, álcool, GLP, GNV, tintas, resinas, bebidas, vasilhame, fumo, alumínio, siderurgia, cosméticos, higiene, papel, informática, áudio e vídeo, trigo, café, defensivos, adubos, laticínios, plástico, pães, tratores, vidros, atacadistas de alimentos, tecelagem e outros segmentos e estabelecimentos contribuintes do IPI e do ICMS (Protocolo ICMS 77, de 18 de setembro de 2008). Empresas industriais e comerciais que entraram na lista divulgada pela Receita Federal em novembro de 2008 terão de adotar a EFD (Escrituração Fiscal Digital) do SPED.

Mais do SPED

EFD (Escrituração Fiscal Digital) – janeiro de 2009. (Saiba mais em http://www.robertodiasduarte.com.br/efd-sped-fiscal-em-2010-–-grandes-novidades-parte-2);

DPEC (Alternativas para Contingência Eletrônica) – modelo em teste a partir de 19 de janeiro;

CCe (Carta de Correção Eletrônica) – em desenvolvimento;

CTe (Conhecimento de Transporte Eletrônico) – testes em São Paulo e no Rio Grande do Sul;

e-Lalur (Livro de Apuração do Lucro Real) – em desenvolvimento. (Saiba mais em http://www1.receita.fazenda.gov.br/outros-projetos/e-lalur.htm);

NFS-e (Nota Fiscal de Serviços Eletrônica) – em desenvolvimento;

Central de Balanços – em desenvolvimento;

XBRL (eXtensible Business Reporting Language – padrão internacional para demonstrações contábeis) – em estudo.

* Carlos Alberto Magalhães é desenvolvedor na Tron.

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